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José-Augusto de Carvalho
De água e terra é a mistura.
Quanto baste a quantidade.
E na lama da procura
amasso a minha vontade.
Sou refém do meu passado
quando inventei por caminho
ser um austronauta ousado
nas asas de um passarinho.
Sou refém do meu presente
e de mãos nuas enfrento
este meu destino urgente
de navegar contra o vento.
Sou refém do meu futuro,
onde diviso uma fonte
de água pura que misturo
com promessas de horizonte.
8 de Junho de 2007.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
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